Como ser um pai mais paciente

Mãe a ler com os filhos

“Pode aprender muitas coisas com as crianças. O nível da sua paciência, por exemplo.”
- Franklin P. Jones

É inevitável. Ninguém é perfeito e ocasionalmente a frustração leva qualquer mãe ou pai a perder a cabeça com os seus filhos. Felizmente, a paciência pode ser cultivada com o tempo – é um hábito que, tal como qualquer outro, pode ser desenvolvido. Requer apenas alguma dedicação. Estas dicas vão ajudá-los a serem pais mais pacientes.

  1. Conte até 10. Apesar de ser uma das dicas mais básicas, funciona! Quando se sentir a ficar zangado ou frustrado, pare. Em voz baixa ou na sua cabeça, conte até 10 muito devagar. Quando terminar, o mais certo é que o seu impulso inicial de começar a gritar já passou. Em alternativa, pode contar até 10 em voz alta – os seus filhos vão rapidamente perceber que isso não é um bom sinal! 
  2. Respirar fundo. Esta dica é excelente sozinha ou em combinação com a primeira. Experimente contar até 10, e de seguida inspire e expire profundamente três vezes – vai sentir a frustração a desaparecer com cada suspiro.
  3. Faça de conta que alguém está a observar. Imagine que está em frente a uma plateia, as probabilidades de ficar histérico com as crianças é menor se alguém estiver a “ver” cada passo e a ouvir cada palavra sua. Se for bem empregue, esta dica é extremamente eficaz. 
  4. O que faria a minha mãe ou pai? Pense numa das pessoas mais pacientes que conhece e utilize-a como um modelo a seguir. Questione-se: “como é que ela ou ele resolveria esta situação”? Este “mentor” pode ajudá-lo a alterar o seu comportamento, dando lugar a uma forma de estar e de reagir mais positiva.
  5. Como é que isto vai ajudar? Antes de começar aos berros por tudo e por nada, pense: “de que forma é que isso vai ajudar o meu filho”? Esta é uma óptima maneira de concentrar-se naquilo que é realmente importante. A maior parte das vezes, os gritos e as zangas não resolvem nada. 
  6. Faça uma pausa. Às vezes, mais vale afastar-se de uma parede pintada a marcador ou uma casa de banho alagada e fazer uma pausa. São precisos apenas 5 ou 10 minutos para se acalmar, planear bem as palavras, as acções e a solução, para depois voltar calmo que nem um monge.
  7. Ensine. Lembre-se que as suas crianças são apenas… crianças. E as crianças estão longe da perfeição, não sabem tudo e há muita coisa que ainda têm de aprender. É aí que você entra. Enquanto pai ou mãe, também é professor(a). Terá obrigatoriamente de ser paciente, de lhes ensinar como é que se faz isto ou aquilo, mesmo que tenha de explicar a mesma coisa 20 vezes. Afinal de contas, ninguém aprende nada à primeira! Experimente novas formas de ensinar velhas coisas – o sucesso estará garantido. 
  8. Visualize. Esta dica é trabalho de casa. Da próxima vez que estiver sozinho, a desfrutar de um momento de sossego, visualize a maneira como gostaria de reagir da próxima vez que a sua filha andar a mexer nos seus cosméticos e pinte a casa de banho inteira. Como é que vai lidar com a situação? Que expressão vai ter no seu rosto? O que vai dizer? Como é que a sua filha vai reagir? Como é que isso vai ajudar a relação que tem com a sua filha? Reflicta sobre cada uma destas questões, visualize a situação perfeita e da próxima vez que acontecer algo semelhante, tente concretizar tudo aquilo que visualizou.
  9. Ria. Por vezes, rir é mesmo o melhor remédio. Não nos cansamos de repetir que ninguém é perfeito e, por isso mesmo, a vida deve ser divertida e devemos de aproveitar bem o (pouco) tempo que passamos com os filhos. Sorria, ria, seja feliz. Claro que as gargalhadas não são o remédio ideal para todas as situações, mas é sempre um bom plano B. 
  10. Ame. Em vez de reagir com raiva, tente reagir com amor. O seu filho acabou de lhe partir o seu vaso de cristal preferido? A sua filha teima em não sair da cama porque não quer ir para a escola? Substitua os gritos por amor, em forma de palavras e de gestos. No fundo, é o melhor desfecho.
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