15 músicas zen para relaxar

Se procura a playlist ideal para relaxar e atingir um estado zen, as escolhas que se seguem prometem não desiludi-lo. E se pensa que encontrará a típica música monótona que soa em spas ou locais de meditação: desengane-se. Reunimos músicas dos mais diversos géneros musicais, a maioria extremamente atuais, e todas incrivelmente tranquilizantes. Jazz, Indie, New Age, Future Bass, Deep House, Soul, Chillout, Dubstep, Garage, entre outros, são apenas alguns dos exemplos das sonoridades que poderá encontrar no nosso top 15. Feche os olhos e desfrute das obras-primas musicais que elegemos para o seu estado zen…

1. XXYYXX – DMT

Marcel Everett, mais conhecido como XXYYXX, é um produtor de música eletrónica de apenas 18 anos, mas cujo talento transcende largamente os seus escassos anos de vida. A maioria das suas músicas segue uma fórmula estilística semelhante, assente em segmentos de voz que se misturam de forma homogénea com batidas inspiradas no hip hop, o que confere aos seus trabalhos uma insaciabilidade com identidade própria. As amostras de voz utilizadas são altamente manipuladas, revelando-se por vezes inaudíveis, mas imprescindíveis enquanto instrumento de destaque nas suas deliciosas composições musicais. “DMT” é uma faixa quase hipnótica, onde as vozes se assemelham a uivos profundos que nos mergulham numa obsessão tranquilizante e induzem a abdicar de todo e qualquer controlo.

2. PHON.O – Yudasi 

James Blake, de nome artístico PHON.O, é um DJ e produtor berlinense que já explorou várias facetas da música eletrónica. No seu último álbum, “Black Boulder”, enveredou por uma sonoridade melancolicamente estilizada e facilmente entranhável, com manipulação digital de batidas delicadas que se sucedem com vigor, como se de harmoniosos soluços sintetizados se tratassem. É uma sonoridade com uma vertente algo sombria e obscura, mas paradoxalmente sedutora e magnetizante. “Yudasi” é o exemplo perfeito do trabalho ousado de PHON.O, funcionando quase como um sedativo semi-psicadélico para a alma.

3. Dpat & Atu – Nothing Here

Atu é um produtor de música eletrónica que recolhe influências oriundas do R&B e do soul, interpretando-as à luz dos sons contemporâneos e criando músicas que se caracterizam por um calor e vivacidade inerente. Qual zumbido suave, as amostras vocais por ele utilizadas canalizam romantismo e intimidade, assemelhando-se a um sussurro íntimo. Por seu turno, Dpat é conhecido pelos seus sons leves, suaves e macios, a banda sonora perfeita para uma noite de sono repleta de sonhos agradáveis. Juntos, Dpat e Atu criaram “Nothing Here”, uma verdadeira obra-prima que reúne o melhor de cada um dos artistas e é capaz de acalmar qualquer espírito mais inquieto.

4. IAMNOBODI – C A L I

IAMNOBODI é um produtor alemão cuja imagem de marca assenta na sua sonoridade de textura rica e intrincada mas, ao mesmo tempo, dotada de uma simplicidade arrebatadora. É um estilo de música relaxante mas envolvente, etéreo mas com alma. “C A L I” é uma faixa manifestamente dedicada a um momento tranquilo de beleza, saudade e, porque não, preguiça…

5. SBTRKT – Kyoto 

Produtor londrino que coloca o anonimato ao seu serviço, SBTRKT é conhecido por atuar sempre com uma enorme máscara tribal que impossibilita a sua identificação. Caracteriza-se pela sua abordagem extremamente metódica e quase científica à música, pautando-se por misturas habilmente construídas a partir de influências do house e dubstep, posteriormente filtradas de forma minimalista. A fórmula é simples, mas eficaz: usando uma mistura de ostinato rítmico e melodia de acordes, cada faixa transmite uma sensação de estrutura, à medida que se vai desenvolvendo num crescendo imparável, submergindo cada vez mais o ouvinte – “Kyoto” não é exceção.

6. Shazz – Chez René

Shazz é um produtor francês que congrega inspirações do soul, house e jazz. Pioneiro da música eletrónica, sempre tendeu para a faceta mais melódica e melancólica da mesma, combinando-a com o requinte e intemporalidade do jazz. “Chez René” é a banda sonora perfeita para uma noite calma a dois.

7. Steven Wilson – Belle de Jour

Steven Wilson é um músico prolífico e prodigioso, com a participação em projetos de renome como Porcupine Tree, Corrosive Storm e No-Man, ao mesmo tempo que mantém uma carreira a solo. “Belle de Jour” é uma faixa do álbum “Grace For Drowning” e assemelha-se a uma assombração obscura que, surpreendentemente, tem o poder de relaxar quem ouve. Apesar do seu lado sombrio, a sua melodia atmosférica e piano melodioso criam uma experiência auditiva relaxante.

8. London Grammar – Hey Now

“Hey Now” é o encapsulamento perfeito da sonoridade de London Grammar. A faixa é inaugurada com acordes gélidos, logo acompanhados por guitarras que criam uma sensação espetral. Relativamente à vocalista da banda, ela sabe que a restrição pode ser muito mais poderosa do que as manifestações constantes de força. Em “Hey Now”, a voz de Reid surge como um poder elementar capaz de percorrer campos inteiros, exibindo uma compostura exterior que oferece vislumbres de uma vulnerabilidade que espreita logo abaixo da superfície da pele. É talvez na voz de Hannah Reid que reside a dimensão quase terapêutica da faixa.

9. Air – Alone in Kyoto

O duo francês Air já é reconhecido no mundo da música eletrónica New Wave desde a década de 90. “Alone in Kyoto” é uma das suas criações mais apreciadas, tendo inclusive feito parte da banda sonora do filme galardoado com um Óscar “Lost in Translation”. É certamente uma sonoridade diferente de tudo o que já ouviu, misturando sons sintetizados com piano, mas de uma coisa temos a certeza: irá garantidamente deixá-lo zen.

10. Vangelis – Ask The Mountains

Vangelis dispensa qualquer tipo de apresentação, sendo a sua qualidade inegável e reconhecida em todo o mundo. “Ask The Mountains” é considerada uma formidável obra de arte eletrónica, e muitas vezes se salienta a magia característica desta faixa, capaz de transportar qualquer um para outra dimensão. Musicalmente, a canção guia-o numa jornada noturna inesquecível por entre os cumes das montanhas.

11. Enya – May It Be

“May It Be” é uma canção saída de um autêntico conto de fadas, repleto de encantamento e fantasia. Toda a sonoridade se assemelha a um sonho demasiado bom para ser verdade, e a voz da cantora irlandesa Enya quase parece ser portadora de poderes curativos. Foi nomeada para o Óscar de Melhor Canção Original em 2002 pelo filme “Senhor dos Anéis – A Irmandade do Anel” e, apesar de não ter ganho, ainda hoje é a banda sonora de um estado zen perfeito.

12. Phaleah – Awakening (feat. Anneka)

As músicas de Phaleah pautam-se pela sua leveza, ondulando gentilmente do início ao fim. “Awakening” não desilude, e conta ainda com a encantadora voz de Anneka para mais de 5 minutos de pura entrega, de pura tranquilidade… perfeito para aliviar todo e qualquer tipo de stress.

13. The Temper Trap – Sweet Disposition (Alto Remix)

The Temper Trap é uma banda australiana com influências indie e epic-pop, tendo o single “Sweet Disposition” vendido quase um milhão de cópias em todo o mundo. O DJ Alto conferiu o seu toque pessoal à faixa e fez um remix que se tornou quase tão popular como a versão original. A sonoridade é imediatamente cativante e irresistível a qualquer ouvido. Deixe-se levar…

14. Aeoliah – Immortal Love

A sonoridade de Aeoliah é da mais alta qualidade em todos os níveis: espiritual, técnico e artístico. Muitos dizem que tem uma aura própria e uma harmonia digna de um ambiente celestial. Tal facto não é surpreendente, na medida em que o produtor afirma ter vindo a estudar, ao longo de mais de 30 anos, o efeito que diferentes sons e músicas exercem sobre o sistema nervoso e o modo como afetam as nossas emoções e bem-estar. Além disso, ele próprio é um amante da meditação. “Immortal Love” faz jus a todos os rasgados elogios tecidos ao artista.

15. Bonobo – Kiara 

Com mais de uma década de carreira, o ouvido de Simon Green, mais conhecido por Bonobo, apurou-se a um grau que rivaliza o de qualquer um. “Kiara” é um bom exemplo de como o estilo do artista tem evoluído e permanece atual – a centralidade da batida clássica na faixa é incontornável, mas a música apresenta uma espécie de brilho infravermelho que a torna próxima do moderno dubstep, incluindo ainda contributos ocasionais de teclado eletrónico. Verdadeiramente enfeitiçante, só Bonobo seria capaz de uma faixa tão sedutora. 

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